A AUTOPIEDADE DO GUARDA MUNICIPAL !


"fica a dica servidor "

Por GCM Paulo Márcio (08/02/2023)

O que de fato você guarda municipal faz em prol da sua categoria? 
Seguindo essa linha de raciocínio poucos são aqueles que esboçam uma reação enquanto a maioria se acomoda. Neste último caso,  característica bastante comportamental daqueles que  minimizam  todos os problemas institucionais mas em contrapartida não conseguem lidar com a estagnação profissional.  

Esse tipo de postura peculiar se torna um incomodo a medida que o efetivo passa a se inferiorizar frente a outras categorias tornando isso prejudicial ao coletivo. 

Por mais óbvio que pareça  ,queremos entender o porquê tantos servidores reclamam dos seus próprios membros e  a resposta nem  nos surpreende. Afinal, de cada dez guardas seis deram a mesma resposta, dizendo que a maioria parte não faz nada , pois  é mais conveniente esperar que alguém tome atitudes em favor do efetivo. Essa tipificação da inferioridade comumente atinge grupo de pessoas ou carreiras deteriorando seus pensamentos e ideias para que não fujam do cabresto institucional e não encontrem meios para mudar.

Além do exposto, existem outros tipos de correntes que alimentam essa baixa auto estima, desejando que a categoria não se transforme num produto de qualidade e valor , seja desvalorizada perante a sociedade e continue sendo mola de propulsão para seus vôos . Colabora também o fato de ter na instituição aqueles grupos com intuito desagregador  ao não contribuírem em nada e ainda entopem a categoria de informações sem  argumentos ou fundamentações claras.    Aliás, contribuem no sentido de empurrar todo o efetivo ladeira abaixo. 

Isso tudo, porém,  ocorre em decorrência da própria instituição não ter interesse em divulgar suas mazelas com a conivência dos próprios membros que  não aspiram ou esboçam com ímpeto qualquer movimento de melhoria profissional. 

Numa opinião mais crítica permanecer na estagnação parece ser  preciso porque assim poderão continuar se lamentando sem culpa de si mesmos. Talvez, esse sentimento de perda constante seja cômodo para todos como se fosse uma válvula de escape, e assim, poderão se utilizar de discursos de auto piedade atribuindo  a culpa da insatisfação popular e a não ascensão pessoal e profissional apenas no colo dos políticos,  que se fartam dessa auto piedade dos GCM's . 

Comentamos no episódio anterior sobre a dependência e desunião dos GCM's naquilo que tange formar uma nova liderança que seja capaz de acender a chama do movimento de rua e quanto essa experiência de formar uma nova personalidade seria significativa na construção das  reivindicações . 

O efetivo da GMRIO  deveria trilhar caminhos que trouxessem  perspectivas de mudança , levando a um cenário  novo de mobilização.  Essa narrativa precisa se consolidar em ação porque não há outro caminho a ser seguido. Primeiro pela circunstância de desvalorização em todos os sentidos. Seja pessoal, profissional e institucional. Segundo porque vimos outras categorias de guardas municipais tomando proporções gigantescas enquanto a  autarquia do Rio de Janeiro  continua emperrada nós seus próprios erros . 

Ouvir seus membros somente externando problemas sem tomar uma atitude é triste. Afinal, já mencionamos por aqui que a mobilização é o caminho mais rápido para que se conquiste as reivindicações de uma classe ; no entanto ,parece que o efetivo de guardas municipais  insistem em não entender o óbvio.  Se reunir de forma pacífica, chamar a  atenção e ser constante para gerar resultados. 
Exemplo concreto, o executivo sequer  senta-se a mesa ou cogita dialogar com grupo de representantes desta honrosa autarquia. 

Contudo , se se mobilizarem o cenário muda, as portas se abrem para a conversa e os termos se ajustem favoráveis aos GCM'S.

É claro evidente que todos devem mirar a mobilização nas ruas para um efeito cascata se inicie, levando em consideração que os grupos  divergentes se unam  , deixando suas vaidades pessoais em segundo plano, visando o melhor para o coletivo.

A categoria já acolheu outros grupos de representantes no passado, porém,  por mais que tentassem ambos falharam a sua maneira   porque todos sem exceção almejavam benefícios individuais a frente do sucesso coletivo. Enquanto um grupo se tornou político, outros ficaram a frente de sindicatos e outra parte  ascendeu nos quadros de graduados. E o que mais aproxima todos eles ainda, hoje , é o fato de ambos militarem em causa própria.

Outra situação que deixa boa parte do efetivo chateada é a postura daqueles guardas municipais que até pouco tempo laboravam lado a lado de seus colegas e foram promovidos pela justiça .  Numa nova linha de pensamento o efetivo esperava por parte deles um rompimento com as ideias retrógradas institucionais mas, infelizmente , isso não aconteceu. 

No tocante ao executivo, ninguém enxerga perspectiva de melhoras. Ainda mais sem representatividade, os guardas municipais mergulham num vazio profundo. A única expectativa estaria no êxito pela justiça, que é morosa e prejudicial porque posterga  a vitória dos servidores e aprofunda a situação financeira, tornando as condições de vida dos profissionais bastante vexatória.

Deixaremos a cada um dos operadores da segurança pública municipal, uma reflexão acerca de qual o propósito de se ter o maior efetivo do Brasil se nele o pensamento dos GCM's é inferior ao seu tamanho .

E assim, pudessem fazer essa pergunta aos guardas municipais da capital do Rio de Janeiro, é muito provável que os agentes das outras federações do pais gostariam de ouvir a resposta..


Paulo Márcio é o idealizador, redator e editor do BLOG FICA A DICA SERVIDOR. 

Graduado em Letras, MBA em comunicação e marketing, e pós graduação em Administração de Casas Legislativas.



Comentários

  1. Infelizmente muitos guar das manifestações quando são das municipais não querem ajudar em praticamente nada.Porem temos aqui no município do Rio de Janeiro efetivo suficiente para fazer mobilização , no entanto a maioria não querem participar de nenhum movimento em prol da categoria.

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    1. Obrigado pelo seu feedback!
      A guarda municipal é a única categoria que pode de fato mudar sua realidade pelo tamanho do efetivo.
      A mobilização de rua é essencial para que se tenha êxito nas REIVINDICAÇÕES.
      Abraços Paulo Márcio

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  2. Muito triste essa realidade; isso não acontece só na capital não é sim em várias gm do estado do Rio, onde as guardas são sempre deixadas de lado pelos seus gestores dizendo que nunca podem isso é não tem verbas para tal. Aí vemos vários envestimentos das prefeituras em projetos das polícias que é MT bom, mais nas guardas nada, sem contar também o próprio desânimo do agente guarda, que de tanto esperar hj não acredita mais aí por si só já desmotivado, salários baixos, estrutura precária, e MT maisvamos nos interando com o tempo, assim enquanto estamos vendo estados vizinhos evoluindo e se tornando referência, nos gms do estado do Rio vamos acabando.

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    1. Obrigado pelo seu feedback!
      A GMRIO perdeu o seu protagonismo é verdade, mas tem potencial para recuperar. Somente a categoria unida poderá mudar tudo isso.
      Força GMRIO.
      Abraços Paulo Márcio

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