OS MILICIANOS DE COLETES AZUIS DA SEOP ?
"Me incomoda saber que a população do Rio e muitos ambulantes que são achacados pelos COLETES AZUIS DO PAES acham que esses brutamontes representam a Guarda Municipal. De forma alguma! Guardas se identificam , trabalham numa escala DURA. Os coletes azuis trabalham como querem! " ( grifo Rodrigo Amorim).
É surreal ler numa página social , com grande alcance da população, parlamentar discorrer algo tão inconsequente e leviano contra servidores públicos. Sua sanha incontida em travar o ímpeto dos coletes azuis , comparando -os a bandidos merece total repúdio da sociedade , dos meios de comunicação e das autoridades do município.
De forma desproporcional, o Deputado Estadual desferiu sua ira contra os agentes da segurança pública municipal , invadindo competências alheias, quando na verdade deveria se ater às demandas contidas na ALERJ , onde suas atribuições são diversas , como aprovar o orçamento do Governo do Estado e fiscalizar o chefe do executivo , autoadministrar a casa, legislar dentre outras. Logo, não falta ao nobre político o que fazer na Câmara dos Deputados como , do mesmo modo, fiscalizar as diversas secretarias do Estado , buscando dirimir a corrupção.
Ademais, queríamos fossem verdadeiras suas intenções, , mas é apenas um engodo como forma de gerar conteúdo que alimente , futuramente , sua propaganda eleitoral , utilizando-se do péssimo momento vivido pelos guardas municipais.
Se se propõe a mergulhar e resolver de vez as mazelas que corroem e desvalorizam a vida dos operadores da segurança pública do município, comece provocando a Câmara dos Vereadores , o Ministério Público e o Judiciário para que ambos solicitem publicidade acerca do montante recebido pelo fundo FEOP( Fundo Especial de Ordem Pública) , e assim, a secretaria tenha obrigação de responder , quais destes recursos são empregados no servidor guarda municipal, para onde vão , e em quais projetos estão sendo aplicados, abrindo de vez a caixa de Pandora da SEOP.
Quanto ao fato de que agentes da guarda municipal laboram descaracterizados, vestindo coletes azuis , sem identificação , desviados de suas reais funções, merecem questionamentos da opinião pública e dos meios de comunicação direto ao secretário Breno Carnevale, ao prefeito da cidade e ao comandante da GMRIO.
Sabe-se que ,especificamente, esse grupo é protegido do secretário de ordem pública, com escala - pasmem - diferente daquela(12x36) que tanto defendeu na audiência pública , informando aumentar o efetivo nas ruas. Mas , curiosamente , essa pequena parcela de agraciados labora em escala diferenciada (24X72) . Assim, podem trabalhar nos outros projetos da própria subsecretaria de ordem pública, enquanto a maior parcela da categoria de guardas municipais sofrem numa escala perversa(12x36 e 5x2 ) , aumentando seus gastos com alimentação, passagens, além da perda do adicional noturno e dos bicos, dificultando o sustento das suas famílias. A propósito, alguém sabe por onde anda o princípio da isonomia nesta história ? Tratar servidores de formas distintas é no mínimo incoerente.
Se condicionaram a alteração da escala a todo efetivo operacional , justiça seria se nela todos estivessem e não um grupo seleto.
Além do exposto, circula que "os milicianos do Paes" (grifo Rodrigo Amorim) recebem gratificação no salário e gozam de condições melhores de trabalho dos demais. Mesmo assim, não se pode culpar os profissionais por serem marionetes de um sistema covarde , em que prefeito e sua corja de militantes alimentam a discórdia entre os próprios agentes da GMRIO. Daí, a causa da imensa insatisfação de boa parte da categoria.
Isto posto, o conceito de dividir para conquistar do Imperador Romano, Júlio César, está em voga, e somente uma chuva de consciência geral para mudar esse cenário tão desolador para os membros da autarquia guarda municipal.
Paulo Márcio é o idealizador, redator e editor do BLOG FICA A DICA SERVIDOR.

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Obrigado leitor/leitora pelo carinho . São pessoas assim como você que nos inspiram a escrever. Aguardo você na próxima edição. Abraços Paulo Márcio Monte