(IN) SEGURANÇA PRESENTE E RIO MAIS (IN)SEGURO - PROJETOS MIDIÁTICOS DE SEGURANÇA PÚBLICA
Por GCM Paulo Márcio
Existem vários aspectos que impedem o avanço da segurança pública dos Estados .
Precocemente, o governo do Rio de Janeiro trata segurança pública com demérito e aval de políticos preocupados com interesses próprios. A seguir, sobressai a ganância das figuras do alto escalão das forças policiais, que por meio da implementação de projetos midiáticos de segurança a população , lucram com a mão de obra barata dos milhares de agentes subordinados mantidos nos seus quadros. Ato contínuo, criminosos ora deitam , ora rolam pelo chão, tripudiando da cara dos governantes. E por fim, colabora a letargia da sociedade , assistindo a tudo passivamente .
Com base nas notícias que circulam pelo mundo , moradores da capital fluminense e das cidades do interior se sentem inseguros nestes locais porque seus governantes não dão às suas administrações atenção à segurança dos cidadãos . Além disso, inexiste trabalho de integração entre as forças policiais do Estado e dos municípios, e é nesta brecha por onde o poder paralelo se infiltra e toma o controle do asfalto, como relatam as “News” , sugerindo que a ação marginal impacta diretamente na vida da população.
Do limão, o político faz uma limonada. Do caos, ele enxerga oportunidades. E ciente das falhas constantes dos governantes , surge o estadista vendendo cura para a doença da insegurança pública. E como para toda enfermidade sempre há um remédio amargo , surpreendente seria se o pai do antídoto não fosse parlamentar. E com a instalação da anarquia nas cidades , o homem público descobre o medicamento capaz de exterminar de vez a doença, que Estados e municípios jamais conseguiram combater por décadas.
E por que daria certo, agora ?
Considerando que a prestação do serviço de segurança pública a população é dever do Estado e dos Municípios, e ambos insistem em manter salários baixíssimos e condições precárias de trabalho aos agentes , logo encontraram nisso uma forma de juntar a fome e a vontade de comer dos servidores em participarem dos programas segurança presente e o Rio mais seguro , como se esses projetos fossem antivenenos contra a criminalidade e a desordem. No modelo atual, agentes policiais ( PM’s , Guardas Municipais), são pagos nos dias de folga para trabalharem , sugerindo a nosso ver que só existe segurança pública eficaz se o agente policial se sacrificar no seu dia de descanso. Se diariamente, Estado e municípios verbalizam a mídia, que milhares de agentes policiais estão nas ruas, no entanto, precisam deles no dia seguinte , confirmam literalmente a falta de efetivo nas ruas.
Cabe um adendo que apesar de se espalhar rapidamente, esses projetos não ocupam os espaços adequadamente. Diversamente, muitos locais estão sendo tomados por milícias , por traficantes e pelas narco - milícias . Mesmo assim, políticos fazem forte lobby , mantendo refém a população de seus bairros e para dentro das casas legislativas que o caminho a ser seguido pela segurança pública é esse modelo.
Enquanto governadores e prefeitos discursam para a sociedade que o Estado tem o controle da segurança pública, o morro e as comunidades vão se fundindo com o asfalto, e no meio desta guerra interminável a sociedade fica totalmente abandonada pelo Estado e, completamente explorada e desrespeitada pelo poder paralelo muito bem posicionado nas ruas dos bairros .
Se este é o novo modelo de segurança pública implantado no Rio de Janeiro, então melhor seria se o cidadão tivesse nascido cego, surdo e mudo.

Parabéns, Paulo Marcio, pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo em favor do funcionalismo público.
ResponderExcluirMuito sucesso 🙏☝️👏👏👏👏
Bom dia, Luciane!
ResponderExcluirMais uma vez, reitero meus agradecimentos.
Não há serviço público de qualidade sem o trabalho do funcionalismo público.
Os servidores públicos são os fiscalizadores do gestor mau caráter, corrupto e intencionado a se beneficiar as custas da população e só dinheiro público.
Abraços Paulo Márcio