UM INSPETOR QUE NÃO RESPEITA A CATEGORIA
As coisas andam bem ruins para os guardas municipais. Para se ter ideia, noutro dia, ouvimos agentes das forças do município conversando e o teor do diálogo era de grande dissabor.
Era evidente a desesperança nas vozes dos servidores. Mas sobretudo, dos mais antigos que não enxergam um cenário favorável a eles nem em curto, médio ou longo prazo. São os que roem o osso, não se envergam, mas passam um perrengue diário, tentando equilibrar o orçamento para que esse chegue ao fim do mês, mesmo às vezes não tendo do que comer. Lastimável , a situação!
Infelizmente há um muro que freia o ímpeto do guarda faz anos na autarquia , mas nada disso aconteceu de uma hora para outra. Foi a tolerância dos profissionais que alimentaram todos esses dissabores .
Contudo, eles não podem mais aceitar as ilegalidades com tanta passividade, pois a medida que se submetem a quantidade de mazelas sem questionar, contribuem para o fortalecimento do autoritarismo e da dominação de um grupo muito menor que a maior parte do efetivo..
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Há inúmeras controvérsias no dia a dia do guarda municipal. Inclusive retóricas que estimulam o profissional sobre o dever de trabalhar com veemência a ponto de se esgotar ,como acontece com vários deles ao se prestarem a um regime de cotas que em nada muda suas vidas ou seus problemas financeiros.
Quando se defendem da necessidade de fazer cotas , acabam usando o mesmo discurso acerca do calo apertar.
A propósito , esse tipo de discurso serve apenas para garantir ao inspetor da instituição que mudar a escala foi excelente do ponto de vista dele que ainda cobra mais empenho do efetivo conforme observado na portaria IG N° 324 de 18 de abril de 2024, em que considera ser o servidor o maior responsável pela falta de efetivo nas ruas e, assim, deve contribuir, comparecendo no dia da sua folga para trabalhar. Um ato ilegal, mas que sob a ótica deles tudo é válido, nada é questionado na prática.
Os operadores da segurança pública municipal precisam fazer uma reflexão porque vivem situações pelas quais não deveriam mais passar ; no entanto , infelizmente, quando diante delas, comportam-se como um rebanho manso. E nesses casos, os membros da autarquia deveriam se negar a passar por tudo pelo qual estão passando e deixarem de persistir nos erros.
Afinal , diante de fatos não existem argumentos . Forte exemplo para dimensionar as celeumas que cercam a autarquia de guarda municipal. Senão vejamos, além de toda falta de compaixão com seus membros, não se vislumbra por parte do inspetor geral qualquer passo em direção a secretaria de ordem pública, a câmara dos vereadores tampouco a Prefeitura do Rio de Janeiro, buscando melhorias para seu efetivo. Um engajamento de sua parte com finalidade de criar um grupo sério, com pessoas inteligentes e articuladas do próprio efetivo junto ao meio político, visando traçar estratégias robustas que tragam a paz na vida destes profissionais da segurança pública municipal seria um grande avanço.
Todavia, pesa sobre a categoria o que se tem pra hoje. Um servidor de carreira que se comporta como fiel escudeiro do prefeito. Homem que deveria levar não somente as demandas do seu povo, como também, dignificar a profissão de guarda municipal, a qual ele pertence. Mas, sobretudo, impusesse sua permanência à frente da instituição, desde que fosse honrada perante o chefe do executivo condições salariais dignas, plano de carreira que desse orgulho ao servidor e não esta armadilha chamada " lei 135" .
Contrariando qualquer boa expectativa, age como um mero serviçal e, portanto, não representa a categoria de guardas municipais. Primeiro pela postura indigna de quem tem sob sua supervisão milhares de pessoas. Segundo, por de fato não pertencer a categoria.
Ademais, apesar de tanto progresso na profissão guarda municipal nos últimos anos, é evidente que existam cabeças de porco freando o avanço dessa estimada instituição.
Paulo Márcio é o idealizador, redator e editor do BLOG FICA A DICA SERVIDOR.
Graduado em Letras, MBA em comunicação e marketing, e pós graduação em Administração de Casas Legislativas.


Primeiro blog que vejo voltado, exclusivamente, para o servidor público. Já sou fã do seu trabalho.
ResponderExcluirContinue nos agraciando com boas matérias.
Abraços 😘
Bom dia, amiga leitora, Luciane!
ResponderExcluirEm primeiro lugar, agradecer pela sua iniciativa em participar como seguidora do nosso BLOG. Em seguida, pelas lindas palavras de agradecimento.
Abraços Paulo Márcio
Infelizmente ao Gestor só cabe fazer aquilo que a lei prevê, assim é o direito administrativo.
ResponderExcluirHá um grande confusão na cabeça dos gms, que acham que sua chefia imediata vai resolver os problemas da categoria. Essa prerrogativa legal é das associações de classe e dos sindicatos legalmente contituidos, esses sim abandonados e desacreditados pela própria categoria de GMs.
Excelente texto. Parabéns!
ResponderExcluirUm ótimo texto contando uma parte das injustiças na GMRio. Parabéns!
ResponderExcluirObrigado caro leitor pelo seu feedback.
ExcluirEsperamos contar com seus comentários no próximo BLOG.
Abraços Paulo Márcio
Os gananciosos na reinarão o reino do céus, inspetores que só pensam no seus bolsos, não faz nada pela categoria,Deus está no controle.
ResponderExcluirObrigado caro leitor pelo seu feedback.
ExcluirInfelizmente, aqueles que deveriam fazer algo para amenizar os problemas diversos da categoria, são os mesmos que se vendem por migalhas de dinheiro.
Abraços Paulo Márcio
Excelente texto e que realmente expõe nossa realidade, guardas desmotivados, cansados e sem perspectivas de nada. Parabéns pelas palavras!!!
ResponderExcluirObrigado caro leitor pelo seu feedback.
ExcluirDo que valeu a pena tanta dedicação e sacrifício? Tratam os servidores da GMRIO como se fossem descartáveis. E quanto mais antigo na profissão , maior é o desrespeito por eles. Isso é humilhante contra profissionais que se doaram pela carreira, mas que no final dela não tiveram o reconhecimento merecido .
Abraços Paulo Márcio
A muitas irregularidades por parte desse comando deveria ser exonerado do cargo por improbidade
ResponderExcluirBoa tarde caro leitor!
ExcluirMuito obrigado pela sua observação, pois de fato , isso é assédio, devendo os órgãos de proteção ao servidor público provocar abertura de processo administrativo.
Abraços Paulo Márcio