GUARDA MUNICIPAL NO SISTEMA BR'TROUXAS
Por GCM Paulo Márcio ( 15/03/2024)
E mais uma vez o guarda municipal é subutilizado como bode expiatório pela falta de discernimento da categoria.
De fato , os servidores passam por problemas de déficit salarial, benefícios e muito mais e necessitam de dinheiro para sua subsistência, mas se comportarem como presas fáceis nas mãos do comandante da instituição , aí já é demais.
Geralmente , os servidores correm como baratas tontas sempre que ocorre a abertura do serviço de cotas como se esse serviço fosse o complemento salarial. Porém , ambos precisam entender de uma vez por todas que esse tipo de esmola só ocorre enquanto houver interesse da instituição, logo , ela é transitória.
Sempre que cede entrevistas aos meios de comunicação , o número 1 da autarquia prega que o quantitativo de agentes atual é eficaz para a manutenção da segurança da cidade e deste sistema que, brevemente, será inaugurado na Avenida Brasil.
Todavia , os dados contradizem sua versão, pois, de acordo com o boletim interno operacional, semanalmente, a GMRIO opera em baixa , sendo forçada a oferecer as chamadas “ COTAS” aos agentes como meio de mascarar quantitativo exato de guardas municipais nas ruas .
Em requerimento ao departamento de recursos humanos da GMRIO acerca do efetivo real da autarquia , a instituição apenas remete números passados , dificultando o acesso a dados atualizados .
Esse constante desserviço não resolve o problema da instituição. Afinal , a inauguração do sistema BRT se aproxima, momento que milhares de pessoas irão circular pelas estações e , portanto , a exatidão de servidores que atenderão os passageiros , lá na ponta , é importante.
Ademais, o município tem sua parcela de responsabilidade nisso, pois não colabora emitindo nota de esclarecimento a sociedade a respeito do percentual de agentes por estações, tampouco se a autarquia dará conta da demanda que virá.
Inclusive, esse tipo de atitude dos entes públicos é recorrente. Em todas as vezes que buscamos detalhes para esclarecer o contribuinte. eles criam barreiras .
Embora, sequer inaugurado o sistema de corredor expresso, chegam muitas reclamações por parte do quadro efetivo da GMRIO. Até aqui , são relatos que vão desde assédio moral a falta de estrutura básica para o desenvolvimento do serviço, como falta de equipamentos de epi’s , mudança de horários entre outros contratempos .
Isto posto, agentes da guarda municipal não podem ser usados como bucha de canhão e adiante a instituição retirar o serviço de cotas do sistema BRT , transformando-o em serviço ordinário , como comumente fazem, enganando os servidores como se eles fossem um bando de trouxas .

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Obrigado leitor/leitora pelo carinho . São pessoas assim como você que nos inspiram a escrever. Aguardo você na próxima edição. Abraços Paulo Márcio Monte