OS GUARDA COTAS

"Fica a Dica Servidor "





OS GUARDA - COTAS 

Por GCM Paulo Márcio - 09/02/2025

Seria prudente ao guarda municipal administrar sua vida financeira para que nunca tenha o desprazer de ver a alegria estampada no rosto do inspetor da instituição , quando ele tornar essa cota extra como serviço ordinário . 

É que, em síntese, à medida que o cobertor encurta e o operador da segurança pública se torna refém do dinheiro , eis que a pessoa , que poderia diminuir certos aspectos de tensão em sua vida profissional , é justamente a mesma que vendeu a categoria durante a alteração da escala , colocando mais carga e pressão sobre as costas dos agentes. Então, o efetivo passa a laborar numa escala aquém das 40 hs semanais exigidas por lei e , portanto, é ilegal , imoral , indigna, nociva à saúde e aos direitos do servidor, que perde os bicos nas folgas e vê boa parte do dinheiro que complementava sua renda indo embora. E por razões pessoais, resta ao agente como alternativa de trabalho a única apresentada senão pelas mãos da autarquia Guarda Municipal.  

Como se vê, para implementar as cotas extraordinárias, primeiro dificultaram ao máximo o acesso do Golf Mike ao dinheiro como forma de mantê-lo cegamente preso. E destacar que apesar de o servidor estar uniformizado durante as cotas , este extra não é coberto pela previdência do município no caso de acidentes. E como algo que já acontece no dia a dia, o participante das cotas não recebe apoio logístico ,alimentação, água, ou custos com passagens , mas de maneira oposta, vê a facilidade como policiais militares , que participam do projeto BRT são tratados, ganhando mais, ficam em melhores postos , e recebem melhor forma de tratamento. 

Mas as coisas ainda ficam piores à medida que as condições de trabalho são precárias nos locais onde quem labuta, precisa ter paciência.   

É de conhecimento geral a permanência do efetivo trabalhando nas estações. Contudo, muitas delas sequer possuem banheiro em funcionamento , obrigando o deslocamento entre duas, três ou quatro estações seguintes, podendo no percurso ser anotado como abandono de posto. Em outras, nem operadores do BRT existem , permanecendo o efetivo da GMRIO trabalhando sozinho no local. Como também, as estações não possuem estrutura segura. 

Diariamente, ordens chegam para que o guarda municipal não tenha tempo de refeição e descanso , ou , que permaneçam de pé e nunca sentados nas estações. E são variadas as reclamações daqueles que participam do projeto BRT seguro relacionadas aos membros da corregedoria . Inclusive , que eles prestam um desserviço à própria instituição, por colaborarem com ordens ilegais que visam somente punir os guardas municipais a pedido de um extra quadro que , constantemente, exige aos membros da gerência de assuntos internos uma atuação mais severa nas fiscalizações. Ou seja, é surreal verificar uma corregedoria que deveria funcionar internamente, prestar um serviço que não é institucional e sim pago por uma empresa privada. Logo, o órgão de controle da GMRIO atua ilegalmente. 

Esse método impositivo de trabalho não geraria nada de positivo à autarquia senão mais baixas médicas , agentes com nível de estresse elevado, esgotamento físico , podendo vir seguido de óbito a pedido de readaptação e ou solicitação de aposentadoria. Tudo consequência de uma carga e escala de trabalho subumana impostas aos agentes da segurança pública. 

Salientar que não é demérito ao guarda municipal buscar meios de prover a família, sabendo da dificuldade pela qual cada um passa. Todavia, ser esculachado pelo senhor Eider, coronel da polícia militar, que nem participa dos quadros membros da autarquia, é no mínimo surreal . Lembrando que o projeto BRT só funciona pela enorme adesão dos servidores da GMRIO, pois sem eles, ele nem existiria. 

Portanto, se o sucesso ou o insucesso do programa depende dos agentes da guarda municipal , cabe a eles a paralisação para reivindicar valores mais justos como pagamento do serviço prestado, estrutura e apoio mais adequados e , principalmente, respeito por parte daqueles que gerenciam o projeto no tratamento igualitário entre os agentes das forças de segurança que participam do BRT seguro. 


Paulo Márcio é o idealizador, redator e editor do BLOG.
Graduado em Letras, pós graduado em Administração de casas legislativas e MBA em comunicação e marketing político 

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